‘Big Banking’? É o novo alvo de vendas e desinvestimento de Warren Buffett

A Apple mantém-se como a maior participação no portefólio de Buffett, que a 30 de março tinha cerca de 196 mil milhões de dólares investidos no mercado de ações.

O bilionário americano Warren Buffett, CEO da gigante de investimentos Berkshire Hathaway, está a adaptar o seu portefólio ‘à força’ face à nova situação que a pandemia do novo coronavírus provocou.

Há algumas semanas, o investidor anunciou a venda de todas as suas ações nas companhias aéreas, o setor mais atingido pela pandemia que congelou a economia e feriu duramente a indústria das viagens. A Berkshire controlava 11% na Delta Air Lines, 10% na American Airlines, 10% na Southwest Airlines e 9% na United Airlines. A saída da Berkshire dos seus capitais causou um colapso adicional das ações do setor no mercado de ações.

E agora, os grandes bancos são o novo alvo da reestruturada estratégia de Buffett que não ignorou o facto destes terem registado uma perda recorde de 50 mil milhões de dólares no primeiro trimestre. Até agora, o investidor vendeu quase meio milhão de ações do US Bancorp por pouco mais de 16 milhões de dólares, reduzindo a sua participação para menos de 10%.

O desinvestimento também passou pela recente alienação da maioria da sua participação no Goldman Sachs, 10 milhões de ações que reduzem o seu capital no banco de investimento para 0,6%. Por outro lado, a Berkshire reduziu o pacote no JPMorgan de 1,94% para 1,88%.

A Apple mantém-se como a maior participação no portefólio de Buffett, que a 30 de março tinha cerca de 196 mil milhões de dólares investidos no mercado de ações. Destes, cerca de 40% correspondem à Apple.

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