Bruxelas já decidiu e deixa ‘coronabonds’ fora da equação. E agora Europa?

O comissário admite uma solução a nível europeu, mas que não passará pelos chamados “coronabonds”.

Bruxelas considera que “devem ser encontradas alternativas de financiamento, para que empresas e tecido empresarial não corram o risco de “desmoronar”, durante a crise”, segundo defendeu, esta quinta-feira, o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, citado pela TSF

O comissário admite uma solução a nível europeu, mas que não passará pelos chamados “coronabonds”.

Para Thierry Breton, que foi ministro das Finanças de França, a mutualização europeia de dívida é um instrumento que “não se encaixa nesta crise”. Por essa razão, propõe que “antes de falarmos dos instrumentos, falemos dos problemas. E, depois, decida-se como financiamos os problemas”.

“Estou de acordo em relação ao problema. Estamos nesta fase, só temos que ter uma abordagem, mas não de cima para baixo”, afirmou o comissário, respondendo a um eurodeputado que defendeu a opção proposta por nove governos europeus, incluindo por António Costa e outros oito chefes de Estado ou de Governo, entre os quais o Presidente Francês, Emmanuel Macron ou líder do executivo espanhol, Pedro Sanchez.

“Sei que gostaria que se usassem os coronabonds ou algo assim. Isso é uma resposta de cima para baixo. Não se encaixa nesta crise”, afirmou o comissário, numa audição na comissão parlamentar de Liberdades, Justiça e Assuntos Internos, na qual participou a partir de Paris, por videochamada para o Parlamento Europeu, em Bruxelas.

A ideia dos ‘coronabonds’ não fica porém abandonada e será tema central da discussão dos ministros das Finanças de toda a União Europeia, na reunião que terá lugar na próxima semana, a 7 de Abril. Mário Centeno já avisou que deverão estar abertos à “discussão de propostas concretas”, sendo capazes de “considerar alternativas”, quando os “instrumentos existentes (…) se revelam inadequados”.

A afirmação que demarca Mário Centeno da posição da Comissão Europeia e de uma linha dura dentro do próprio eurogrupo, foi apresentada na carta dirigida à União Europeia a convocar a reunião extraordinária dos ministros das Finanças.

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