Combustíveis com influência negativa nas exportações e importações

Comércio intra-UE cresce mas não compensa quebra nos mercados externos ao bloco.

As exportações de bens portugueses recuaram 3,8% em termos nominais em Agosto face ao mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações caíram 4%, depois do crescimento do comércio dentro da União Europeia não ter conseguido compensar a quebra no comércio extra-UE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, tanto as exportações como as importações foram lastradas pela rubrica Combustíveis e lubrificantes. As vendas e compras de Combustíveis e lubrificantes desceram 44,1% e 43,7%, respectivamente, «nomeadamente nas exportações de Produtos transformados e nas importações de Produtos primários», o que poderá estar relacionado com «o encerramento para manutenção da refinaria de Sines durante o mês de Agosto».

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 0,6% e as importações cresceram 4,4%.

Já o défice da balança comercial de bens diminuiu 78 milhões de euros face ao mês homólogo de 2018, para 1.638 milhões de euros no mês em análise.

O INE refere ainda que, «tendo em conta os principais países de destino e os principais fornecedores em 2018, destaca-se o decréscimo nas exportações para os Estados Unidos (-25,2%), sobretudo de Combustíveis e lubrificantes (Produtos transformados), e o aumento nas exportações para a Alemanha (+11,3%), principalmente Automóveis para transporte de passageiros. As importações provenientes de França são as que mais se destacam, com um acréscimo de 43%, sobretudo de Outro material de transporte e Partes, peças separadas e acessórios – maioritariamente aviões e suas partes».

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