Como e em que poupam os portugueses?

Para celebrar o Dia Mundial da Poupança, que se comemora esta quinta-feira, nada melhor do que conhecer os hábitos de quem poupa.

Menos de metade dos portugueses tem hábitos de poupança e muitas dizem respeito a redução de gastos.

Ainda assim, de acordo com o ‘Inquérito sobre literacia financeira 2019’, do Observador Cetelem, os portugueses que o fazem com regularidade mensal quase que duplicaram, passando de 13% em 2018, para 22% em 2019. Aumentou também a percentagem dos portugueses que diz poupar de forma pontual, através dos subsídios de férias e de Natal, ou de prémios de produtividade (7% em 2018, para 14% em 2019). Regista-se ainda uma ligeira diminuição de 2% dos que referem não fazer poupanças, que em 2019 é de 44% (46% em 2018).

 

Mas que estratégias de poupança usam os portugueses?

Tal como em 2018, o principal meio de poupança é estar atento às promoções (31%), valor que ascendia aos 36% em 2018.
Tomar mais vezes o pequeno-almoço em casa ganha relevância este ano: 19% dos inquiridos admite fazê-lo (10% em 2018). Levar almoço para o trabalho é também relevante (18%), sendo outras formas de poupança a utilização de cupões/cartões de desconto (13%), optar por transportes públicos (8%), ir a pé para o trabalho (2%) ou ir de bicicleta (1%).
56% dos portugueses poupou dinheiro no último ano e 21% colocou-o numa conta a prazo.
Já a alternativa de transferência para conta à ordem registou 14% das preferências entre os inquiridos, e o investimento em produtos bancários 7%. De salientar que 14% dos inquiridos opta por fazer poupança guardando o dinheiro em casa (mealheiro tradicional, cofre, outros).
43% dos portugueses estão parcialmente satisfeitos com o nível de poupanças do seu agregado familiar e apenas 1% estão totalmente satisfeitos. 35% não estão nem satisfeitos, nem insatisfeitos e 11% dizem estar parcialmente ou totalmente insatisfeitos.


Como preparam os portugueses a reforma?

Um terço dos portugueses prepara a reforma e o método que mais se destaca é o depósito numa conta a prazo (16% contra os 12% em 2018, embora estes resultados possam estar influenciados pelo alargamento do target dos 65 anos para os 74 anos).
As opções de recurso a PPR reúnem 8% (versus 7% em 2018), o recurso ao mealheiro tradicional 7% (2% em 2018) e os certificados de aforro 4% (2% em 2018).
Em sentido inverso está o investimento em produtos bancários diversos, como Ações e Obrigações, que caem para metade, passando de 6% em 2018 para 3% em 2019. Observa-se ainda uma descida na percentagem de portugueses que nada fazem para preparar o futuro, passando de 70% em 2018 para 61% em 2019.

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