Contributo alemão para o orçamento da UE duplica para 33 mil milhões de euros

Alemanha e mais quatro países contestam aumento do orçamento e da contribuição líquida.

O contributo anual alemão para o orçamento de longo prazo da União Europeia deverá mais do que duplicar para 33 mil milhões de euros até 2027.

O projecto de orçamento da UE entre 2021 e 2027, e o primeiro depois da saída do Reino Unido do bloco europeu, levou a Alemanha e outras quatro economias, a apresentar resistência.

Também de acordo com o ministro das Finanças holandês, ouvido pelo ‘Financial Times’, o seu país irá sofrer um aumento de quase 75% nas contribuições líquidas, passando de 7,5 mil milhões de euros em 2020 para 13 mil milhões em 2027.

As estimativas têm por base uma proposta da CE de aumentar o orçamento a longo prazo para 1,11% do rendimento nacional bruto (RNB) da UE para compensar o buraco deixado pelo Brexit e aumentar os gastos no combate às alterações climáticas e o controlo das fronteiras.

Esta percentagem é contestada pela Alemanha, Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia, que querem um orçamento não superior a 1% do RNB, por considerarem que a subida que irão sofrer nas contribuições é desproporcional face aos outros mercados.

De acordo com o ‘Financial Times’, a CE ainda não calculou o aumento das contribuições líquidas dos Estados-membros para um orçamento que entra numa fase crítica de negociações no próximo ano, mas uma porta-voz da Comissão adiantou que «estes países estão contribuir com uma percentagem menor das suas receitas do que outros Estados-membros, ainda que estejam entre as oito economias com maior prosperidade relativa da UE».

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