Coronavírus: preços do petróleo devem “permanecer baixos” durante meses

O preço do petróleo continua a afundar nos mercados internacionais, penalizado pelos receios quanto ao impacto do coronavírus no crescimento da economia mundial. O preço do barril está já abaixo da fasquia dos 60 dólares.

Os preços do petróleo estão em queda, com o mercado de energia cada vez mais preocupado relativamente ao crescimento da procura, à medida que o coronavírus se espalha globalmente.

O petróleo Brent de referência na Europa foi negociado a 58,99 dólares por barril, na tarde de segunda-feira, registando uma queda de quase 2,8%, enquanto que o US West Texas Intermediate ( WTI ) ficou em 52,70 dólares por barril, caindo mais de 2,7%.

Os dois índices de referência escorregaram para mínimos de Outubro, com os comerciantes de petróleo a controlar de perto o surto de um vírus mortal, semelhante a uma pneumonia.

As autoridades chinesas confirmaram a existência de mais de 4.000 casos de coronavírus, de entre os quais registam-se 461 pessoas em estado crítico e cerca de 106 mortes.

O vírus, que começou na cidade chinesa de Wuhan, expandiu-se para outras grandes cidades tais como Pequim, Xangai, Macau e Hong Kong.

A China alertou que a capacidade de propagação do coronavírus está a ficar cada vez mais mais forte, assustando os mercados financeiros e provocando uma consequente queda acentuada nos preços do petróleo, prevendo-se que se prolongue nos próximos meses.

O ministro da Energia da Arábia Saudita , príncipe Abdulaziz bin Salman, disse num comunicado, no domingo, que está confiante de que o surto seja controlado brevemente.

Quando questionado se os produtores do Médio Oriente provavelmente estariam mais preocupados do que aparentavam estar, John Carey, ex-vice-presidente executivo da ADNOC Distribution, respondeu à CNBC: «Acho que há uma preocupação, sem dúvida.»

Tamas Varga, analista sénior da PVM Oil Associates, disse na passada segunda-feira, que era esperado inicialmente que os preços caíssem à volta dos 60 dólares por barril. Contudo, «a epidemia chinesa colocou-nos numa péssima posição , antecipando-se uma fraqueza adicional, a menos que a epidemia seja controlada.», afirmou citado pela CNBC.

 

 

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