Covid-19. França defende Fundo de Recuperação Europeu fora do orçamento da UE

A França referiu, esta terça-feira, que o Fundo de Recuperação Europeu, proposto pela Comissão Europeia (CE), seria mais eficaz se estivesse fora do orçamento da UE.

O Fundo de Recuperação Europeu, proposto pela Comissão Europeia (CE), seria mais eficaz se estivesse fora do orçamento da UE, mesmo que alguns estados-membros, tais como a Alemanha, não o consigam suportar, defendeu a França, esta terça-feira, noticia a agência ‘Reuters’.

Na tentativa de aliviar a oposição de alguns países do norte da Europa, nomeadamente a Alemanha e Holanda, na questão da dívida conjunta, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, propõe um fundo europeu de recuperação temporário focado exclusivamente em investimentos futuros.

Embora França esteja aberta à ideia de criar o fundo dentro do orçamento da UE, Le Maire sublinhou que seria mais eficaz se fosse criado como um veículo autónomo para fins especiais.

«A opção autónoma merece ser considerada, porque nos parece mais eficaz para aumentar a dívida rapidamente», disse Le Maire numa conferência de imprensa, acrescentando que «(a opção em questão) faz uma clara distinção entre o financiamento de recuperação pós-crise e o financiamento das despesas actuais da UE».

Importa recordar que a chanceler alemã, Angela Merkel, deu nota, na passada segunda-feira, da disposição de financiar a recuperação económica através de um orçamento maior da União Europeia e da emissão de dívida conjunta através da Comissão Europeia.

Os líderes da UE devem discutir os planos de recuperação num encontro por video-conferência, na quinta-feira, embora as autoridades considerem que é improvável que tomem decisões durante as negociações, dadas as divisões persistentes.

A França quer que o fundo seja utilizado para angariar até um trilião de euros, com empréstimos garantidos por todos os países da UE, dependendo da dimensão das suas economias. Alemanha, Holanda, Áustria, Dinamarca e Finlândia, no entanto, manifestaram-se anteriormente contra a ideia dos empréstimos conjuntos.

Embora a introdução do fundo dentro do orçamento da UE possa aliviar as preocupações dos países “receosos” com empréstimos conjuntos, o mesmo facto pode criar pressão para desviar os gastos dos programas existentes, reduzindo o seu impulso económico.

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