Covid-19: Pedidos de subsídio de desemprego nos EUA batem recorde e disparam para 3,28 milhões

O aumento, devido ao encerramento de numerosas atividades em resposta à pandemia de covid-19, superou o recorde histórico de 695 mil pedidos em 1982.

Um número sem precedentes de 3,28 milhões de pessoas pediram na semana passada subsídios de desemprego nos Estados Unidos, face aos 282 mil pedidos registados na semana anterior, informou esta quinta-feira o Departamento do Trabalho.

O aumento, devido ao encerramento de numerosas atividades em resposta à pandemia de covid-19, superou o recorde histórico de 695 mil pedidos em 1982.

Este anúncio do Departamento do Trabalho dos EUA veio ao encontro de muitas análises que já previam que seriam revelados números historicamente altos já que, a um ritmo crescente, milhões de empresas foram forçadas a fechar as suas portas ao público. 

Em comunicado, o departamento reforçou que este número total é um recorde e “marca o nível mais alto de pedidos iniciais, com ajuste sazonal, na história desta compilação que é realizada desde 1967, “sendo que o maior pico atingido anteriormente foi de 695 mil em outubro de 1982”. 

O presidente da Federal Reserve, Jerome Powell, disse ao Today Show da NBC que os EUA “podem já estar em recessão”, num reconhecer da situação “algo inesperado” por parte do diretor do banco americano. No entanto, afirmou que “esta é uma situação única”, acrescentando ainda que “não há nada de errado com a nossa economia. Pelo contrário, estamos a começar a ter uma posição muito forte”. 

Já o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin terá afirmado, segundo alguns media norte-americanos, que os números do desemprego históricos “não são relevantes” e que as empresas podem vir a recontratar os colaboradores que despedirem por força dos efeitos da pandemia. 

Os Estados Unidos contabilizam já mais de 50 mil casos positivos, segundo uma contagem da Universidade Johns Hopkins.

Os Estados Unidos são já o terceiro país com mais casos registados, atrás da China e da Itália, e a Organização Mundial de Saúde admite que se possa tornar o epicentro mundial da pandemia.

O estado de Nova Iorque é o mais afetado, com o número de casos a duplicar a cada três dias, informou hoje o governador, Andrew Cuomo.

Este estado tem já mais de 25 mil casos confirmados, cerca de metade do total nacional e quase 10 vezes mais do que o número de casos na Califórnia, o segundo estado mais atingido pela pandemia, nos EUA.

 

 

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