Dia do ouro brilhar em máximos de quase 8 anos mas sem roubar protagonismo ao dólar

A recuperação das ações levou a uma procura adicional por ouro, à medida que um número crescente de investidores vê os ganhos contínuos nas ações como frágeis e insustentáveis

O preço à vista do ouro atingiu uma nova alta de sete anos e meio, saltando acima de 1.770 dólares. Segundo explica Carlos Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, a recente recuperação das ações não foi suficiente para saciar o apetite dos investidores por ouro.

Na verdade, a recuperação levou a uma procura adicional por ouro, à medida que um número crescente de investidores vê os ganhos contínuos nas ações como frágeis e insustentáveis. É por isso que, independentemente de as ações estarem em verde ou vermelho, os investidores estão a comprar barras de ouro.

Numa semana que começou sob a influência do apetite pelo risco, “esta quarta-feira está a oferecer maior cautela, com o porto de abrigo dólar a reclamar o papel de protagonista”, salienta o analista sénior da ActivTrades, Ricardo Evangelista.

Na segunda e terça-feira, os investidores optaram pelo ângulo positivo de uma situação pouco clara, centrando a sua atenção no fim dos confinamentos. No entanto, nesta manhã, tem sido impossível ignorar o crescente número de novos casos de Covid-19 um pouco por todo o globo.

Existe alguma ansiedade de que o cenário idealizado de uma recuperação económica rápida possa estar ameaçado por um ressurgir do vírus, o que arrefeceu o ânimo dos investidores, oferecendo suporte ao dólar.
O de hoje, em matéria de ações europeias, arrancou no vermelho. Os mercados acionistas abriram ligeiramente em baixo esta quarta-feira, após uma sessão de negociação mista na Ásia – as ações ficaram à deriva em Tóquio, mas subiram em Seul depois de Kim Jong-un ter suspendido a sua postura militar contra o Sul.

“Os investidores estão a moderar o entusiasmo e o apetite pelo risco que tiveram esta semana, uma vez que estão a surgir novos picos de casos de coronavírus em países como a Alemanha e os EUA (a Sul e Sudoeste)”, detalha o analista técnico da ActivTrades, Pierre Veyret.

No entanto, ressalva, os dados macro atuais da Europa e dos EUA são tranquilizadores e dão conta que as medidas de estímulo estão a funcionar bem e a fornecer proteção adicional contra o cenário negativo que uma segunda onda da pandemia pode desencadear. Dito isto, ainda há a possibilidade de os investidores reduzirem a sua exposição aos setores mais afetados pelo vírus, como Viagens e Lazer, além de Petróleo e Gás, numa ótica de curto a médio prazo, se mais casos continuarem a acumular-se.

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