Dívida mundial vai chegar aos 231 biliões de euros este ano

Aumento da dívida global impulsionada pelos EUA e China, de acordo com relatório do IIF.

Entre Janeiro e Junho deste ano, a dívida a nível global atingiu um novo máximo histórico. De acordo com um relatório divulgado hoje pelo International Institute of Finance (IIF), este indicador chegou aos 250,9 biliões de dólares (cerca de 227 biliões de euros).

Trata-se de um salto de 7,5 biliões de dólares (6,8 biliões de euros). A previsão do IIF para o total de 2019 é de mais de 255 biliões de dólares (231 biliões de euros).

Os Estados Unidos da América e a China são os mercados em destaque no que à dívida diz respeito, tendo registado um aumento significativo nos empréstimos. O relatório indica que estes dois países foram responsáveis por mais de 60% do aumento verificado.

Em destaque estão também os mercados emergentes, com um novo recorde na ordem dos 71,4 biliões de dólares (64,7 biliões de euros). Reportado pela CNBC, o relatório sublinha que existem poucos sinais de abrandamento no ritmo da acumulação de dívida, a um nível geral.

O cenário é justificado, em parte, pelos valores baixos que as taxas de juro têm apresentado, fazendo com que seja mais fácil para as empresas e governos pedir dinheiro emprestado. Contudo, aponta o IIF, países com níveis elevados de dívida governamental (Itália e Líbano, por exemplo) e geografias onde a dívida governamental está a crescer rapidamente (Argentina, Brasil, África do Sul e Grécia) poderão ter dificuldades neste campo.

O mesmo relatório sublinha que a divida por parte dos governos chegará aos 70 biliões de dólares (63,5 biliões de euros) este ano, valor que fica consideravelmente acima dos 65,7 biliões de dólares (59,6 biliões) verificados em 2018.

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