Estes são os maiores bancos do mundo

Os bancos europeus começaram a recuperar a forma, depois de uma sucessão de anos maus, mas ainda assim estão mais longe dos cada vez mais fortes rivais chineses. Esta a principal conclusão do último ranking dos 1000 maiores bancos do mundo, da revista “The Banker”.

Em apenas um ano, os bancos da Europa Ocidental aumentaram a sua quota nos lucros da banca mundial de 13 para 20%, impulsionados pelo bom desempenho do sector em França, Alemanha e Reino Unido e por uma recuperação em Itália.

Grandes bancos, como o italiano UniCredit, o britânico Royal Bank of Scotland ou o suíço Credit Suisse regressaram aos lucros e escalaram posições na tabela da influente revista britânica, pertencente ao mesmo grupo do “Financial Times”.

O UniCredit subiu 21 lugares, para a 24.ª posição do ranking, com uma melhoria de 79% nos seus capitais.

«Finalmente, depois de alguns anos desapontantes, estamos a ver uma recuperação na banca europeia. As perdas na Grécia e em Portugal foram menores e, em França, Alemanha, Holanda, Espanha e Reino Unido, assistimos a grandes aumentos», explica Brian Caplen, editor da “The Banker”.

Em sinal contrário, os bancos da Índia encabeçam agora a lista dos problemas. Se no ranking do ano passado os dez bancos com maiores perdas eram todos europeus, na tabela deste ano (dados referentes ao exercício de 2017) é a Índia que detém a maioria nesta lista negra, com seis bancos entre os dez com maiores resultados negativos.

A SUPERPOTÊNCIA DIGITAL

A China mantém-se como a grande superpotência bancária mundial, capitalizando a protecção e a dimensão do seu mercado doméstico. E está cada vez mais forte.

Pela primeira vez desde que a “The Banker” começou a publicar os seus rankings, a China fica com os quatro primeiros lugares no ranking, baseado na solidez dos capitais, com o ICBC a manter-se no topo, pelo sexto ano consecutivo.

Há quatro bancos chineses no Top 5 dos bancos mais lucrativos e, todos somados, é da China que vem um terço dos lucros mundiais da banca. O capital do ICBC cresceu para 43 mil milhões de dólares americanos, o que é quase como acrescentar-lhe a dimensão de um Standard Chartered ou de uma UBS suíça. Somados, os bancos chineses aumentaram os seus capitais 20% num ano, para 337 mil milhões de dólares.

O outro país estrela da Ásia é a Coreia do Sul, onde os bancos aumentaram os seus lucros em 81%, para 8 mil milhões de dólares, um montante equivalente aos resultados somados de todo o sector bancário na Dinamarca ou na Malásia.

A SUPERPOTÊNCIA DIGITAL

No outro prato da balança, as maiores perdas foram registadas na Índia, onde a banca passou, de um lucro acumulado de 7,9 mil milhões de dólares, para um prejuízo de 9,2 mil milhões. Os bancos públicos excederam-se no crédito e estão agora a pagar o preço disso, explica o editor da “The Banker”. «Os bancos indianos tiveram um ano terrível, depois de o banco central exigir que eles limpassem os seus balanços», adianta.

No Brasil, os problemas mantiveram-se, com os bancos a registarem um ano de estagnação, enquanto na Rússia, apesar dos problemas do Otkritie (com as maiores perdas e o pior rácio de capital), o sector teve um bom desempenho. O gigante Sberbank aumentou os seus lucros em 47%, subiu 31 posições no ranking e passou a ser o 10.º banco mais lucrativo do mundo.

Ler Mais
Notícias relacionadas
Comentários
Loading...

Multipublicações

Marketeer
Sporting CP: partilhar é o maior presente de todos
Automonitor
Renault lamenta morte do pai dos Dacia Kwid, Sandero e Logan