EUA colocam 28 instituições chinesas na “lista negra” das exportações

Alegada violação dos direitos humanos na China foi o motivo apontado pelo governo americano.

A escassos três dias de nova ronda de negociações para pôr fim a uma guerra comercial que dura há um ano e meio, os Estados Unidos colocaram 28 empresas chinesas na sua lista negra, oito delas tecnológicas que se juntam assim à Huawei.

De acordo com o ‘Financial Times’, os EUA impediram estas empresas de adquirirem produtos “Made in USA” devido a alegados abusos de direitos humanos a minorias muçulmanas na província de Xinjiang.

O secretário do Comércio norte-americano informou que além das oito empresas de tecnologias de inteligência artificial, a lista inclui 20 instituições governamentais, numa medida que obriga as empresas norte-americanas a requerer uma licença especial para continuarem a vender os seus produtos às entidades visadas.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, citado pelo ‘Financial Times’, os EUA estão a utilizar a alegada violação dos direitos humanos na região de Xinjiang como desculpa para interferirem nos assuntos internos da China, mas ainda assim considera «importante encontrar uma solução» para a guerra comercial.

De acordo com um think tank chinês, «é normal os EUA aplicarem uma pressão extrema pouco antes das negociações comerciais».

Entretanto, alguns analistas especulam que o governo chinês poderá colocar empresas tecnológicas americanas na sua própria versão da lista negra das exportações.

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