Euro começa a semana com o pé direito com o ouro a desacelerar

a moeda única ganhou mais de 1% em relação ao dólar em junho, com os investidores a sentir-se tranquilizados pela maneira como o vírus foi controlado na União Europeia.

“O euro está a começar a semana com o pé direito, com ganhos em relação a outras principais moedas. Segundo Ricardo Evangelista, analista sénior da Active Trades, a moeda única ganhou mais de 1% em relação ao dólar em junho, com os investidores a sentir-se tranquilizados pela maneira como o vírus foi controlado na União Europeia e pela reabertura bem-sucedida das suas principais economias, o que provavelmente conduzirá a uma recuperação económica acentuada.

Sobre a reunião de hoje entre a chanceler alemã e o presidente francês, na qual discutirão o fundo de recuperação europeu, antevê que possa originar mais apoio ao euro, uma vez que os dois líderes estão totalmente comprometidos em obter o apoio necessário de outros Estados-membros.

Já no que diz respeito ao preço do ouro, este está a desacelerar no início das negociações esta manhã, já que a postura de ‘risk-on’ está moderada no mercado. Após o declínio observado no final da semana passada, as ações estão a tentar reduzir as perdas e a corrida pelo ouro a que se assistiu na sexta-feira está a perder temporariamente alguma força.

“Apesar disso, o ambiente para o metal precioso permanece favorável, pois a incerteza ainda domina perante receios de uma segunda onda da pandemia do Covid-19”, segundo o analista técnico da ActiveTrades, Carlo Alberto de Casa.

Tecnicamente, o preço parece estar numa fase de consolidação, com níveis de suporte de 1.763 dólares e 1.745 dólares, sendo que uma clara quebra acima de 1.780 dólares abriria espaço para novo ‘rally’.

Mercados europeus abrem em alta
As ações europeias, surpreendentemente, abriram em alta após quedas nas ações asiáticas durante a noite, onde o sentimento global de risk-off da semana passada persiste. Os investidores conseguiram controlar o mercado europeu no sino de abertura depois de a China, o segundo maior parceiro comercial da União Europeia, ter publicado dados relativos à produção industrial de maio muito promissores. “No entanto, é provável que este pico inicial tenha vida curta, estimando-se que a postura de risk-off continue esta semana”, antevê Pierre Veyret, analista técnico da ActiveTrades.

A perspetiva permanece preocupante, uma vez que o número de novos casos diários de coronavírus não está a melhorar, aliás, pelo contrário, está a piorar em várias áreas, o que compensará os recentes dados macro, supostamente tranquilizadores, vindos da China, dos EUA e até da Europa.

Enquanto os volumes diminuem à medida que entramos no verão, esperam-se picos de volatilidade, já que os investidores se preparam para uma semana curta mas movimentada, com discursos dos bancos centrais e o relatório de empregos dos EUA na quinta-feira, antes do Dia da Independência dos EUA na sexta-feira.

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