Europa em contraciclo nas fusões e aquisições

Incertezas globais lastram apetite mundial por M&A, excepto na Europa.

As fusões e aquisições (M&A) globais recuaram 16% no terceiro trimestre do ano face ao mesmo período do ano anterior, para 729 mil milhões de dólares, o valor mais baixo desde o mesmo período de 2016.

Estes dados da Refinitiv, citados pela agência Reuters, espelham os receios das empresas em investir numa altura de incertezas económicas globais, mesmo num período de juros baixos e alguma robustez nos mercados de capitais.

«Os volumes de M&A dissiparam-se porque há preocupações relativamente aos riscos que podem aumentar em vários sítios, nos mercados e noutros locais», avançou um executivo da Goldman Sachs à agência.

Os EUA foram dos mercados mais afectados, com uma quebra de M&A que ascendeu aos 40% para 246 mil milhões de dólares, o 3º trimestre com o valor mais baixo desde 2014.

A Europa, por outro lado, assistiu a um crescimento na actividade, registando uma subida de mais de 45% face ao mesmo trimestre de 2018, para 249 mil milhões de euros.

«Na Europa assistimos a um verdadeiro mix de vários tipos de negócios espalhados por diversos sectores e geografias», adiantou um executivo do Bank of America à Reuters. «Isto é sinal de um mercado saudável porque não estamos a depender de uma vertente específica.»

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