FMI quer países unidos na maior ameaça à economia global

Abrandamento do crescimento económico em 90% do mundo renova receios de nova crise global.

As nações envolvidas em disputas devem esquecer as suas diferenças e preparar uma resposta conjunta à maior ameaça à economia global desde a última crise económica e financeira de 2009.

Esta foi a questão central que Kristalina Georgieva abordou no seu primeiro discurso enquanto nova directora-geral do FMI.

Para Kristalina Georgieva, o mundo está num abrandamento sincronizado e precisa de uma resposta sincronizada, avança o ‘The Guardian’, e os economistas da organização estimam um abrandamento do crescimento em quase 90% da economia global este ano. «Enquanto a necessidade de cooperação internacional está a subir, a vontade de união está a descer», afirmou.

A nova directora-geral do FMI acrescentou ainda que a tentativa dos bancos centrais de impulsionar a actividade através da utilização de baixas taxas de juro levou ao crescimento da dívida das organizações e que existe um risco de incumprimento de 19 biliões de dólares se ocorrer uma grande desaceleração económica.

«Na próxima semana vamos publicar a nossa previsão económica mundial que vai mostrar revisões em baixa para 2019 e 2020», avançou.

Kristalina Georgieva disse ainda que a previsão ficou mais negra devido a uma série de «fracturas», desde guerras comerciais a tensões geopolíticas, incluindo o Brexit, e que combater as alterações climáticas, o terrorismo e o branqueamento de capitais requerem cooperação.

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