Governos e bancos centrais combatem pandemia com 4,5 biliões de euros

Com medidas extraordinárias, umas mais polémicas que outras, assiste-se, um pouco por todo o mundo, aos esforços de Governos, FMI, Banco Mundial e bancos centrais em encontrar respostas robustas para este período excecional.

Ainda com o cenário de crise de 2008/2009 bem presente, os grandes decisores financeiros e políticos enfrentam por estes dias os efeitos devastadores de uma pandemia que ameaça deixar pior rasto as três anteriores do início deste século e cujos impactos na economia mundial e nos mercados financeiros poderão aproximar-se da grande crise de 1929.

As medidas tomadas até agora apontam, segundo contas do Expresso, para a mobilização cerca de 4,5 biliões de euros em linhas de financiamento garantidas e em medidas de política monetária.

Este montante representa 5,6% do PIB mundial e com essa intervenção espera-se enfrentar, segundo a Morgan Stanley, um abrandamento brutal da economia mundial em 2020, com uma previsão de crescimento global de 0,9%, em que, devido aos ciclos desencontrados da pandemia e das ações para a debelar, poderá levar a uma contração de peso de 9% na China no primeiro trimestre e de 5% nos Estados Unidos no segundo trimestre, segundo o Goldman Sachs.

Em relação à zona euro, Bruxelas já admitiu que se espera uma recessão em 2020, só não se sabe “quanto abaixo de 0%”.

Só este mês, já atuaram 28 bancos centrais. Vinte e seis cortaram as taxas diretoras. O Banco Central Europeu e os bancos centrais do Canadá, EUA, Japão e Suécia reforçaram ou relançaram os programas de compra de ativos, num montante que soma quase 850 mil milhões de euros, mas de quatro vezes o PIB português.

Quanto à resposta dos governos, o primeiro a atuar foi o chinês que avançou com um programa de investimentos de equivalente a 458 mil milhões de euros. Destaca-se ainda a União Europeia, onde a contabilização de medidas por país e a nível da Comissão Europeia já soma 1,2 biliões de euros, cerca de 9% do PIB da União, e para os EUA que começou em 850 mil milhões de dólares (780 mil milhões de euros) e já subiu até 1,2 biliões de dólares (1,1 biliões de euros), enquanto a Câmara de Representantes por iniciativa dos Democratas avançaram com um envelope de 750 mil milhões de dólares (690 mil milhões de euros).

Nos pacotes dos governos incluem-se a garantia de linhas de financiamento bancário, que, nos casos mais volumosos, na Europa, envolvem 550 mil milhões de euros na Alemanha, 330 mil milhões de euros em França, 330 mil milhões de libras (358 mil milhões de euros) no Reino Unido, 100 mil milhões de euros em Espanha, e 500 milhões de coroas suecas (44,2 mil milhões de euros).

 

Ler Mais
Notícias relacionadas
Comentários
Loading...

Multipublicações

Marketeer
Saint Pirate lança sessões de brainstorming pro bono
Automonitor
VLV: O primeiro Peugeot elétrico que se estreou em… 1941