Maioria das empresas financia-se nos lucros não distribuídos

Os empréstimos bancários e as linhas de crédito ocupam o segundo e o terceiro lugar em importância como fontes de financiamento.

Os lucros retidos, não distribuídos aos acionistas, são a principal fonte de financiamento para 85% das empresas portuguesas, segundo um inquérito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o acesso ao financiamento em Portugal.

Os empréstimos bancários e as linhas de crédito ocupam o segundo e o terceiro lugar em importância como fontes de financiamento, segundo os inquiridos que, quanto a empréstimos bancários, a maioria respondeu que o seu relacionamento de longo prazo com os bancos era o principal motivo para a escolha de empréstimos bancários em detrimento de outras fontes de financiamento.

O menor custo dos empréstimos e o fato de os bancos conhecerem os seus negócios foram indicados por quase metade das empresas inquiridas.

“É importante ressaltar que quase um terço das empresas mencionou que escolhe empréstimos bancários porque não via outra opção”, conclui a OCDE.

Os financiamentos baseados no mercado de ações e de dívida foram indicados como ‘importantes fontes’ de financiamento por 30% das empresas inquiridas.

No entanto, a maioria das empresas não listadas, que saíram de bolsa, indicou que não considerava a possibilidade de se tornar uma empresa listada.

Entre as empresas que não estavam planeando regressar à bolsa nos próximos três anos, a explicação mais comum fornecida foi a de que os seus acionistas “não querem partilhar o controlo com outras pessoas”.

Custos relacionados com a listagem, baixa liquidez da bolsa nacional e complexidade da regulamentação também foram mencionados por mais da metade das empresas como razão para querer manter-se não listada.

Embora os dados e análises deste relatório tenham sido desenvolvidos antes do surto de covid-19, o relatório identifica os pontos fortes e fracos estruturais predominantes do setor corporativo português e as suas condições para financiar o mercado de capitais.

“Dado o papel central que os mercados de capitais terão na recapitalização das empresas portuguesas atingidas pela crise da covid-19, a revisão final também ajudará as autoridades portuguesas a adotar medidas que melhorem a capacidade dos mercados de capitais de apoiar a recuperação”, conclui a OCDE no estudo.

A OCDE publicou hoje dois relatórios de diagnóstico sobre o acesso a financiamento no mercado de capitais pelas empresas portuguesas, denominados “Melhorar o acesso ao capital das empresas portuguesas: um inquérito às empresas não cotadas” e “Entendendo as retiradas do mercado de ações português”.

Os estudos conjugam dados financeiros e estatísticos com os resultados de um questionário (dirigido pela OCDE através do IAPMEI) a quase três centenas empresas, no âmbito de um projeto com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para desenvolver o mercado de capitais português.

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