Mais de 300 empresas já transferiram negócios do Reino Unido (e o número continua a crescer)

Instituições financeiras aceleram planos de contingência para fazer face ao Brexit.

O número de instituições financeiras no Reino Unido que responderam ao Brexit realocando parte do seu negócio, dos colaboradores ou que criaram novas entidades na União Europeia alcançou as 332, mais 60 do que em Março.

Esta é uma das principais conclusões que constam do relatório “Brexit & the City – the impact so far”, do think tank New Financial, publicado pela primeira vez em Março e agora actualizado.

Dublin é o maior beneficiário com 115 realocações (mais 16 do que o relatório inicial publicado em Março deste ano), à frente do Luxemburgo com 71 (mais 11), de Paris com 69 (mais 28), de Frankfurt com 45 (mais 5) e de Amesterdão com 40 (mais 8).

Outra das conclusões é que o cenário pós-Brexit é muito mais “multipolarizado” do que antes: quase 50 empresas estão a transferir funcionários ou empresas para mais do que um centro financeiro na UE.

Há ainda uma ampla variedade de respostas ao Brexit consoante as áreas de negócio: quase metade dos gestores de ativos, hedge funds e empresas de private equity escolheram Dublin, enquanto Frankfurt recebeu mais de três quartos dos bancos ou bancos de investimento.

De acordo com o think tank, a boa notícia é que os planos de contingência do sector financeiro, junto com os acordos recentes entre os reguladores da UE e Reino Unido, significam que a indústria está bem preparada para o que acontecer até ao dia 31 de Outubro.

Mas também há uma má. O relatório poderá estar a subestimar a imagem completa, já que muitas empresas não revelaram os negócios ou colaboradores que realocaram e outras evitaram avançar até terem o enquadramento completo.

Na ausência de um acordo abrangente, estes números deverão aumentar significativamente nos próximos anos, refere o think tank, à medida que os reguladores da UE solicitem o reforço das operações locais.

Além disso, a escala dos negócios, activos e fundos que estão a ser transferidos do Reino Unido é significativa, já que apenas um pequeno número de empresas afirmou estar a deslocalizar e os activos bancários já totalizam os 800 mil milhões de libras, representando 10% do sistema bancário do Reino Unido, refere a análise da New Financial. E não deverá ficar por aqui.

Ainda assim, diz o think tank, Londres vai permanecer o centro financeiro dominante na Europa num futuro próximo, depois de mais de mil empresas da UE a 27 terem solicitado o regime de permissões temporárias da Financial Conduct Authority do Reino Unido.

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