Metas do Acordo de Paris em risco com guerras comerciais

Tarifas sobre o aço e novas tecnologias comprometem cadeia de fornecimento das turbinas.

As guerras comerciais globais podem colocar em causa os progressos alcançados nas energias renováveis, nomeadamente nas metas do Acordo de Paris, devido ao abrandamento do crescimento dos projectos de energias limpas.

O alerta foi dado pelos líderes da indústria de energia eólica, ouvidos pelo ‘Financial Times’.
«As guerras comerciais provocam danos reais aos negócios ao inflacionarem os preços. Quando as tarifas recaem nas novas tecnologias, como as energias renováveis, tornam-nas menos competitivas», afirma Henrik Andersen, CEO da Vestas, maior fabricante mundial de turbinas eólicas.

Segundo o ‘FT’, a queda substancial do custo das turbinas eólicas na última década tornou os parques eólicos competitivos em termos de preço face aos combustíveis fósseis em determinadas áreas. Mas a guerra comercial entre a China e os EUA, além de medidas proteccionistas em vários mercados está a fazer-se sentir na cadeia de fornecimento das turbinas eólicas, acrescenta a publicação.

Giles Dickson, CEO da WindEurope, refere a título de exemplo que, em resposta à imposição de tarifas pelos EUA ao aço chinês, a Comissão Europeia está a equacionar impostos adicionais às importações de torres de aço que servem de base às turbinas eólicas e à fibra de vidro usada nas pás das turbinas, «o que poderá aumentar os custos da energia eólica na Europa». Além disso, acrescentou, se as tarifas avançarem, o custo das turbinas eólicas na Europa pode aumentar 10%.

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