“Muito pior que 2008”. Coronavírus pode ser devastador para os mercados

À luz do surto de coronavírus, da volatilidade associada e de uma provável desaceleração económica, Edwards alerta para a inevitabilidade, para breve, de um cenário em que o mercado de crédito às empresas venha a sofrer uma nova onda de incumprimento.

“Desta vez, as coisas estão muito, muito piores do que em 2008, principalmente porque toda a economia se equilibra efetivamente em várias bolhas do mercado financeiro”, defende Albert Edwards, um analista de renome internacional da Societe Generale que antecipou a significativa crise que os mercados enfrentaram há pouco mais de uma década.

Para o especialista que previu o ‘crash’ da “dot-com”, a recente turbulência do mercado de ações deu início a outra crise financeira, com os investidores a recear o efeito negativo e de desaceleração da economia global.

À luz do surto de coronavírus, da volatilidade associada e de uma provável desaceleração económica, Edwards alerta para a inevitabilidade, para breve, de um cenário em que o mercado de crédito às empresas venha a sofrer uma nova onda de incumprimento.

As suas previsões apontam ainda para que as empresas, que já lutam para gerar lucros nestas circunstâncias, possam sofrer, ainda mais, com incumprimentos e falências, caso os problemas dos mercados se intensifiquem e a economia, efetivamente, desacelere.

Apesar de reconhecer que o coronavírus “é o gatilho imediato para outra crise, defende que “a culpa a longo prazo recai sobre a Reserva Federal norte-americana (Fed)”, já que fomentou, através de ‘spreads’ baixos, um aumento exponencial da procura por crédito, por parte das empresas. “Essas empresas super endividadas agora são vulneráveis ​​a uma desaceleração económica que prejudicará a sua liquidez”.

Ainda assim, a estas previsões, juntam-se análises de outros especialistas que não deixam de ressalvar que uma nova crise de crédito pode não ser tão grave quanto a que se viveu em 2008 porque os bancos, desta vez, não estão expostos aos mesmos títulos tóxicos que marcaram o mercado imobiliário nos anos 2000.

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