OCDE espera abrandamento na Alemanha e Reino Unido mas zona euro cresce

A OCDE melhorou hoje em uma décima a previsão de crescimento económico da zona euro este ano e no próximo, para 1,2% e 1,1%, respetivamente, e indica que “é adequada uma política monetária muito acomodatícia”.

No relatório com as previsões económicas mundiais divulgado hoje (‘Economic Outlook’), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro cresça 1,2% este ano e 1,1% em 2020, quando em setembro, nas perspetivas económicas intercalares, previa crescimentos de 1,1% e 1%, respetivamente.

“Prevê-se que o crescimento do PIB na zona euro permaneça moderado”, indica a OCDE no documento hoje divulgado, onde acrescenta que “o aumento dos salários e as políticas macroeconómicas acomodatícias estão a suportar os gastos das famílias, mas a elevada incerteza, a fraca procura externa e a baixa confiança estão a penalizar os investimentos e as exportações”.

Além disso, a OCDE antecipa que “os desempenhos [das economias] da Alemanha e Itália devem permanecer mais fracos do que os de França e Espanha, em parte a refletir a sua maior dependência relativamente ao setor industrial e comércio global”.

A organização antecipa que, depois do crescimento estimado de 0,6% este ano, a expansão da economia alemã abrande para 0,4% em 2020, enquanto o PIB italiano deve avançar 0,2% este ano e 0,4% no próximo.

Já o PIB francês deverá crescer 1,3% este ano e 1,2% no próximo, enquanto a economia espanhola deverá avançar 2% em 2019 e 1,6% em 2020.

OCDE considera que “é adequada uma política monetária muito acomodatícia, devido à previsão de baixa inflação”, mas acrescenta que “uma retoma sustentável do crescimento e um regresso duradouro da inflação à meta [do Banco Central Europeu – de “abaixo mas próximo de 2%”] exigirão também uma maior flexibilização orçamental”.

Uma política monetária acomodatícia, caracterizada, nomeadamente, por baixas taxas de juro, destina-se a estimular o crescimento da economia da zona euro e fazer subir a taxa de inflação.

A entidade aponta também que “um novo impulso rumo a uma integração europeia mais forte, nomeadamente através do aprofundamento do mercado único, conclusão da união bancária e desenvolvimento de instrumentos orçamentais comuns, iria promover a resiliência e o crescimento da produtividade” na zona euro.

Para o Reino Unido, a OCDE antecipa uma expansão de 1,2% este ano e 1% em 2020, alertando que “a incerteza relacionada com o ‘Brexit‘ continuará a reter o investimento até que haja clareza sobre o formato das futuras negociações”.

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