FMI: Portugal cresce a contracorrente este ano e no próximo

Fundo Monetário Internacional revê em alta crescimento da economia portuguesa.

A economia portuguesa vai crescer mais este ano do que o anteriormente estimado pelo Fundo Monetário Internacional.

De acordo com o Word Economic Outlook, publicado hoje pela instituição, o crescimento da economia portuguesa deverá ascender a 1,9% no final do ano, face aos 1,7% anteriormente previstos.

A projecção para 2020 também foi revista em alta, com uma subida de 1,5% para 1,6%, embora a inflação vá sofrer uma aceleração para 1,2% face aos 0,9% com que Portugal deverá fechar o ano.

Quando comparado com a Zona Euro, Portugal foi dos poucos países onde as projeções foram alvo de melhoria.

A taxa de desemprego, que o FMI prevê que ascenda a 6,1% este ano, deverá recuar para 5,6% no próximo.

Já o saldo da balança corrente, deverá manter-se negativo tanto este ano como no próximo, em -0,6% e -0,7%, respectivamente.

 

Zona Euro

De acordo com o FMI, o desempenho menos positivo da Alemanha deverá ter impacto no crescimento económico da Zona Euro que a instituição revê em baixa para 1,2% face aos 1,3% previstos no anterior relatório. No próximo ano, a expectativa é de uma ligeira subida para 1,4%, ainda assim abaixo das projecções do último relatório, que se situavam em 1,6%.

Este desempenho é explicado pelo “crescimento mais fraco da procura externa” e pela “fraca produção industrial”.

A maior economia europeia deverá crescer apenas 0,5% este ano e 1,2% no próximo, enquanto a Irlanda e Lituânia  são os únicos países que veem as suas perspetivas de crescimento serem revistas em alta tanto para 2019 como para 2020.

 

Economia Mundial

O aumento das guerras comerciais e os conflitos geopolíticos, assim como o baixo crescimento da produtividade e envelhecimento demográfico em economias desenvolvidas são os principais travões do crescimento económico mundial.

«Os legisladores devem desfazer as barreiras comerciais, controlar as tensões geopolíticas e reduzir as incertezas nas políticas nacionais», afirma Gita Gopinath, conselheira económica e directora do Departamento de Pesquisa do FMI, durante a apresentação do relatório.

Segundo o relatório, é estimada uma expansão global de 3% este ano – representando o ritmo mais lento desde a crise económica global – e de 3,4% no próximo, menos três décimas e duas décima, respectivamente, do que as previsões anteriores.

Também os EUA e a China vão assistir à desaceleração do crescimento, com o primeiro mercado a recuar para 2,4% este ano e 2,1% face aos 2,2% previstos anteriormente e 2,1% em 2020, menos duas décimas em cada ano quando comparado com a anterior estimativa. A China recua uma décima, para 6,1% este ano, e duas décimas, para 5,8% em 2020, adianta o FMI.

Nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, a expansão foi revista em alta de 3,9% em 2019, e de 4,6% em 2020, mais  0,5 p.p. e 0,2 p.p. face às estimativas anteriores.

 

 

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