Potências mundiais juntas para travar supremacia do dólar

Subordinação à jurisdição norte-americana nas transacções em dólares desagrada a grandes motores económicos.

Várias nações poderosas estão a tentar minar a importância do dólar enquanto maior reserva cambial mundial e refúgio em períodos de tumulto, posição que mantém há várias décadas.

«Grandes motores económicos, como a China, a Rússia e a União Europeia, têm uma forte motivação para ‘desdolarizar’», afirmou Anne Korin, do Instituto para a Análise da Segurança Global, citada pela ‘CNBC’. «Não sabemos o que virá a seguir, mas o que sabemos é que a situação actual é insustentável. Há um clube com um número crescente de países – países muito poderosos», acrescentou.

Um dos factores que está a juntar estes mercados é a perspectiva de estarem sujeitos à jurisdição norte-americana que realizam transacções em dólares. Quando o dólar é usado ou as transacções são autorizadas através de um banco americano, as entidades estão sujeitas à jurisdição dos EUA – mesmo que não tenham nada a ver com os EUA, indicou a mesma responsável.

Mas a redução da influência do dólar terá de ser compensada com outras moedas.

A China, por exemplo, tem tentado internacionalizar o yuan, através de de futuros de petróleo denominados em yuan – os petro-yuan – e poderá estar a preparar-se para pagar o crude importado com a sua própria moeda ao invés de dólares. No entanto, diz Anne Korin, isto por si só não será suficiente para retirar o estatuto actual do dólar.

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