Preço do ouro em máximos de 2013 e Paládio bate recordes com tensão militar

A tensão no Médio Oriente está a beneficiar a procura por ativos de refúgio. Os analistas da Goldman Sachs consideram que o ouro é mais “eficaz” para os investidores se protegerem do confronto do que o petróleo.

Os analistas do grupo Goldman Sachs não têm dúvidas, o preço do ouro está no valor mais alto dos últimos seis anos. Consideram ainda que os investidores conseguem proteger-se do confronto de forma mais «eficaz» através do ouro, do que do petróleo. Já o paládio estendeu os seus ganhos para o nível mais elevado de sempre.

O preço do ouro chegou a negociar perto dos 1.600$, uma vez que após a morte do general Qassem Soleimani, Teerão assumiu não cumprir os limites do seu enriquecimento de urânio. O Presidente dos EUA, Donald Trump, também não se poupou nas palavras declarando guerra aberta ao Irão caso o mesmo atacasse o seu país, afirmando agir “de forma desproporcional”.

Gavin Wendt, analista sénior de recursos da MineLife Pty, citado pela Bloomerg, afirmou que «o ouro entrou em 2020 fortemente impulsionado. Quando são consideradas as incertezas relativamente às negociações comerciais entre os EUA e a China e consequentemente os problemas de segurança com o Irão aumentam, o ouro torna-se efetivamente um acéfalo».

Esta é a maior subida anual do ouro de que há memória desde 2010, impulsionada também pelo dólar que se encontra mais fraco, por taxas reais mais baixas e pelos conflitos comerciais com forte impacto no crescimento global. Enquanto os analistas do Goldman alertam para a grande variedade de cenários potencialmente ocorridos, o banco afirma que o ouro pode ser uma melhor aposta que o petróleo.

O ouro subiu 2,3%, traduzindo-se em 1.588.13$, o nível mais elevado registado desde abril de 2013 e negociado em 1.574.29$ às 7h17 da manhã, em Londres. Os contratos futuros subiram 2,5%, para 1.590.90$, já o paládio continua o registo ascendente em 1,5%, atingindo os 2.019.73$, um novo recorde, acompanhado pela prata e platina que também registaram uma subida.

Segundo Gavin Wendt, é pouco provável que a reserva federal aumente as taxas de juro, mantendo desta forma o limite para o dólar americano, um facto “extremamente positivo” para o ouro.

As empresas de minérios realizaram altas negociações. A Newcrest Mining Ltd., o maior produtor australiano, cresceu em 3,9%, em Sydney, já a Evolution Mining Ltd. aumentou 6,8%.

O paládio também saiu beneficiado de todo o otimismo envolvente, de acordo com Sean MacLean, investigador da Pepperstone Ltd, citado pela Bloomerg: «O paládio, tal como o ouro, tem atingido valores cada vez mais elevados nas últimas duas semanas, o conflito entre os EUA e Teerão parece ter reforçado esse facto. A procura de paládio está a aumentar mais rapidamente do que a sua oferta, com tendência a permanecer desta forma a longo prazo».

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