Presidentes da Fed em otimismo moderado: retoma pode exigir ainda mais apoios

Os presidentes da Fed partilharam com o Senado a sua visão sobre a gravidade da crise económica e apontaram para uma retoma até ao final do ano mas num cenário em que o controlo saintário já foi reposto, através da tão desejada vacina.

Esta terça-feira ficou marcada por uma ronda de intervenções dos presidentes da Fed (Reserva Federal dos Estados Unidos) dos diferentes Estados onde opera, numa Comissão no Senado, na qual se manifestaram, essencialmente, sobre a situação económica em que o país mergulhou na sequência da pandemia da covid-19. 

As linhas de crédito da Fed (Reserva Federal dos Estados Unidos da América), incluindo as compras abertas de alguns fundos negociados em bolsa, já ajudaram os mercados apenas com o seu anúncio, afirmou, terça-feira, o presidente do banco do St. Louis, James Bullard, citado pela ‘Reuters’.

“O anúncio da sua criação, do ponto de vista do mercado, mostrou que o banco central está preocupado com esta situação conseguiu certificar-se de que estamos a negociar ativamente nos mercados”, reforçou Bullard.

O presidente da Fed de St. Louis já havia assumido que está otimista com a recuperação da economia americana, apontando a retoma para o final de 2020. A fechar a semana passada, em declarações ao ‘Yahoo Finance’, Bullard estimava uma boa “boa transição” para o terceiro trimestre e “o regresso à normalidade” no quarto trimestre.

Porém, Bullard sublinha que o resultado dos EUA ainda dependerá do controlo do vírus, o que exige testes a toda a economia, defendendo por isso que o Congresso e a Casa Branca direcionem “ações fiscais adicionais” para financiar os testes do coronavírus.

Por parte da Fed, Bullard destacou que a prioridade é usar os programas de liquidez para evitar uma crise financeira e uma depressão económica. Uma missão que está alicerçada nas suas novas nove linhas de crédito, com várias taxas, de forma a apoiar as empresas de médio ou grande dimensão.

O presidente da Fed Filadélfia, Patrick Harker, por seu turno, afirmou que a eventual recuperação da economia americana, provavelmente, será desigual, o que pode causar problemas graves no sistema financeiro.

Na sua intervenção, citadas pelas agências internacionais, Harker salientou o quão o vírus levou a um colapso no poder de compra dos consumidores, antevendo que o segundo trimestre se revele “brutalmente doloroso” devido aos efeitos devastadores do coronavírus, corroborando a dedfesa de Bullard de que a economia dos EUA tem a recuperação dificultada até que o vírus esteja sob controlo.

Assim, reforçou Harker, o objetivo da Fed é garantir que todos os setores da economia tenham já acesso a liquidez, ressalvando que esta crise está a prejudicar gravemente o setor social e o ensino superior mas que todos os setores estão em condições de recuperar rapidamente, à exceção das viagens e turismo.

Também a voz do vice-presidente da Fed, Randal Quarles, se fez ouvir neste dia, num discurso marcado por um ligeiro otimismo já que considera que as tensões financeiras, desencadeadas pela pandemia do coronavírus diminuíram, mas “a tempestade não acabou”. Um cenário que o leva a sublinhaar a necessidade de avançar com outras medidas para, efetivamente, proteger os EUA da pandemia.

“Estamos a tentar desempenhar o nosso papel de forma responsável e eficaz”, disse Quarles à Comissão, de acordo com um comunicado divulgado no site da Fed. “As ferramentas que temos são aquelas que nenhum país deveria esperar precisar, e o momento de as usarmos nenhum país espera enfrentar”, sublinhou.

Diante deste cenário, Quarles alerta que “pode vir a ser necessário dar mais de nós, mesmo antes de a atual crise terminar”, e nesse momento, acrescenta, “só podemos prometer fazer o que estiver a ser exigido”.

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