Próxima semana à lupa: Dos resultados trimestrais, aos bancos centrais passando pelo forte calendário económico

Depois de um arranque calmo de julho, a próxima semana deverá ficar marcada por grande volatilidade.

O foco nos mercados financeiros, na próxima semana, irá recair sobre os dados económicos de primeira linha ao longo de toda a semana, na apresentação de resultados trimestrais de empresas a nível mundial, nos progressos na contenção da pandemia e, por fim, nas reuniões de bancos centrais.

Depois de um arranque calmo de julho, a próxima semana deverá ficar marcada por grande volatilidade.

Resultados trimestrais todos os dias da semana

Pesos pesados no sector bancário nos EUA apresentam os resultados do segundo trimestre onde já se vai sentir o impacto da pandemia. Importa referir que, como um todo, o setor segue fortemente pressionado desde o início do ano, e com os juros em mínimos as perspetivas não são animadoras. Índices como o MSCI world banks index apresentam uma queda de mais de 30% desde o início do ano, e não parece ter fundo à vista no curto prazo.

Destaque para Citigroup, J.P. Morgan Chase, Goldman Sachs, Bank of America, Morgan Stanley & Wells Fargo. Normalmente correlacionados com a performance da economia, serão um barómetro importante para o sentimento dos investidores.

Outros gigantes a ter em conta são a PepsiCo, a Delta Airlines e Netflix.

Bancos Centrais – BOC, BOJ, BCE

Políticas monetárias expansionistas para conter a crise e criar condições para uma recuperação económica forte nas principais economias. Este segue a ser o papel dos principais bancos centrais em plena pandemia. Esta semana vamos ter atualizações importantes. O Banco do Japão, com a divulgação do “outlook” económico quarta-feira de madrugada (4h). Este relatório surge em pleno recorde de novos casos em Tóquio e não deverá expressar grande otimismo. No mesmo dia, às 15h, o Banco do Canadá irá divulgar a decisão da taxa de juro, apesar da expetativa ser de que o banco central não irá alterar a taxa. A volatilidade no dólar

canadiano deverá marcar a sessão, pois vários dados serão divulgados ao longo do dia; e temos ainda a forte correlação com o petróleo que segue pressionado.

O Banco Central Europeu, na quinta-feira, deverá igualmente manter tudo inalterado, mas o discurso expansionista e a garantia de suporte às economias poderá criar alguma pressão sobre o Euro.

Matérias-primas em destaque

Nas matérias-primas, o foco recai sobre o Petróleo, que deve fechar a semana no vermelho, e sobre o Ouro, que segue forte como ativo de refúgio, atingindo mesmo máximos de nove anos. Os novos casos de coronavírus atingiram um novo recorde, e focos de contaminação a despoletar por todo o mundo estão a deixar os investidores preocupados com toda esta incerteza. Normalmente inversamente correlacionados, o dólar atingiu mínimos de 4 semanas, enquanto que o Ouro registou novos máximos anuais. Dados da inflação podem igualmente ter impacto ao longo da próxima semana. Já o petróleo recuou, com receio que o disparo nos novos casos leve a confinamento em vários polos, limitando a procura pelo ativo.

Assim, espero uma semana forte para quem olha para o mercado no curto prazo; volatilidade e oscilações fortes são uma possibilidade.

*Eduardo Silva, Analista XTB

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