Quadro de referência para a cibersegurança

Teresa Duarte, presidente da Comissão Executiva da Norgarante, afirmou na VII edição dos Fóruns Norgarante, que se realizou no Multiusos do Museu Histórico da Vista Alegre, em Ílhavo, que existem linhas de apoio disponíveis para o investimento em cibersegurança a que as PME «podem e devem recorrer». No mesmo encontro, foi apresentado o “Quadro de Referência para a Cibersegurança” pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS).

Para a gestora da sociedade de garantia mútua, a cibersegurança é um tema que tem de ser inscrito nas agendas das empresas, até porque, no futuro, este será um critério a ter em consideração na avaliação de risco de crédito feita pelos bancos na sequência de um pedido de financiamento.

Estiveram neste encontro 150 empresários e gestores dos distritos de Aveiro, Viseu e Guarda, e foi para eles que Teresa Duarte falou, destacando a necessidade de ficarem «mais conscientes e informados sobre o tema», por forma a «terem um plano de contingência» em caso de ataques cibernéticos.

Até ao final de Março de 2019, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) irá publicar as directrizes que deverão servir de orientação aos operadores económicos de 14 sectores de actividade, em matéria de cibersegurança. O primeiro sector a implementar este conjunto de normas será a Banca.

Lino Santos, coordenador do CNCS, disse que entre Janeiro e Fevereiro próximos será apresentado o “Quadro de Referência Nacional para a Cibersegurança”, de adesão voluntária por todas as entidades portuguesas, públicas e privadas, cuja operação rentabilize os recursos disponíveis no ciberespaço. Este quadro tem por objectivo reforçar os níveis de segurança de redes, sistemas e equipamentos destas entidades, e propõe medidas para antecipar, detectar, reagir e recuperar de situações decorrentes de falhas de cibersegurança que ponham em causa a operação. O quadro de referência português está a ser projectado pelo CNCS, tendo por base o modelo americano – um dos mais exigentes do Mundo.

O coordenador do CNCS afirmou também que 2019 será «o ano da cibersegurança », dado que está prevista a publicação de vários «referenciais normativos em matéria de cibersegurança». O primeiro será para a Banca, ao qual se seguirão mais 13, das mais variadas áreas de actividade. Lino Santos concluiu afirmando que «devemos olhar para a cibersegurança quando concebemos as políticas públicas e vamos trabalhar para isso».

in Revista Risco nº 11 (inverno 2018)

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