‘Risk & People Checklist’: Quando a palavra de ordem é recuperar da nova crise

Esta solução surge num período em que as empresas em Portugal tentam voltar à normalidade das suas operações após o levantamento do estado de emergência.

A Aon acaba de lançar no mercado a ‘Risk & People Checklist’, uma ferramenta de avaliação do nível de maturidade das empresas na gestão de risco, que tem como propósito ajudar as organizações a perceber em que grau de preparação se encontram para retomar a sua atividade.

Esta solução surge num período em que as empresas em Portugal tentam voltar à normalidade das suas operações após o levantamento do estado de emergência e nasce de um inquérito junto do tecido empresarial.

Ainda antes de ter os resultados deste inquérito, em matéria de maturidade em gestão de riscos, a especialista em soluções de risco, reforma e saúde, já traçava o perfil das empresas portuguesas.

“Tanto em Portugal como no mundo, as organizações ainda demonstram uma certa impreparação para gerir o risco, apesar de estarem cientes do impacto que um acontecimento inesperado e negativo pode provocar na sua resiliência, competitividade e sustentabilidade”, afirmou Carlos Freire, deputy CEO da Aon Portugal, em entrevista à Risco.

“Falo concretamente de eventos como uma crise pandémica, uma greve, alterações legislativas, um ataque cibernético, catástrofes naturais, interrupção de cadeias de abastecimento, entre muitos outros exemplos”, acrescentou, detalhando que na edição de 2019 do ‘Global Risk Management Survey’ da Aon, já haviam constatado que a capacidade das empresas globais para gerir o risco estava nos níveis mais baixos dos últimos 12 anos.

Particularmente sobre Portugal, o estudo apurou que os empresários se mostram cada vez mais preocupados com o cibercrime, risco que integrara, pela primeira vez, a lista dos cinco principais riscos para as empresas no nosso país, de acordo com as conclusões deste mesmo estudo. “Mas com o atual contexto pandémico, será interessante perceber se, na próxima edição do estudo, o risco pandémico e de saúde pública, que ocupava o 60º lugar dos principais riscos, sofrerá alterações no ranking e em que grau”, ressalva o responsável.

E neste tempo de pandemia, ainda por aferir, é criada a ‘Risk & People Checklist’, uma ferramenta que “surge da necessidade de avaliar a real exposição a todos os riscos a que as empresas podem estar sujeitas nas diversas fases do processo de retoma da sua atividade, de forma a que o top management possa tomar decisões mais conscientes e estruturadas a respeito do futuro da sua organização”, explica Carlos Freire.

Recuperar: da teoria à prática

Para recuperar, as empresas têm de passar a ações concretas e esta ferramenta pretende ser uma mais-valia neste plano.

Segundo Carlos Freire, quando não identificado, avaliado e mitigado através de uma política eficaz de gestão do risco, “o risco pode representar um impacto muito negativo nas empresas”.

“É por essa razão, e porque sem dados não se mudam certezas, que uma estratégia de gestão do risco deve começar pela sua identificação e posterior avaliação. É disto que se trata a Risk & People Checklist, à qual juntámos também um ‘recover toolkit’, um serviço de consultoria que pretende dotar as empresas de um conjunto de ferramentas de capacitação para o regresso à sua normal atividade. Este serviço divide-se em pacotes de soluções adaptadas ao seu nível de maturidade na gestão do risco”.

Feita a avaliação geral dos riscos, é preciso passar à fase de implementação de uma estratégia de mitigação. E, nesta fase, as empresas devem estar munidas de três fatores-chave, sobretudo num contexto como aquele que atualmente enfrentamos: agilidade, resiliência e capacidade de liderança.

“Agilidade, por exemplo, na implementação do teletrabalho, nas tomadas de decisão ou na alteração do processo produtivo. Resiliência financeira e na adaptação a um novo modelo de negócio capaz de prever e responder eficazmente a eventos imprevisíveis. E capacidade de liderança para tranquilizar colaboradores, clientes e parceiros de negócio e para colocar foco estratégico na sustentabilidade da organização a longo prazo”, conclui o especialista.

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