Saiba quem ganha e quem perde com o acordo entre o Reino Unido e a UE

No mercado de capitais há vencedores e perdedores com o acordo hoje alcançado.

O acordo hoje alcançado entre o Reino Unido e a União Europeia para uma saída controlada do país do bloco vai beneficiar as acções das empresas britânicas cotadas no país.

Matthew Hall, gestor de portefólio da Allianz Global Investors, tinha afirmado ontem à agência Bloomberg que um acordo antes da data limite de 31 de Outubro «reduziria a incerteza política, a libra iria apreciar e isto seria naturalmente positivo para as empresas britânicas e negativa para as internacionais».

Segundo o mesmo gestor, as construtoras imobiliárias e os bancos britânicos irão registar os maiores ganhos.

Quem ganha:

Bancos britânicos
Os bancos britânicos têm sido dos mais penalizados no mercado de capitais. Um cenário sem acordo reduziria os seus ganhos em cerca de 25%, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg.

 

Médias empresas

As empresas britânicas mais pequenas também beneficiam com este acordo. Várias empresas alertaram, durante o Verão, para o impacto que um Brexit sem acordo teria nos seus negócios, entre elas o PageGroup e a Savills. A Thomas Cook, por outro lado, não resistiu ao prolongar das negociações.

 

Construtoras imobiliárias

A pressão tem estado do lado das construtoras imobiliárias britânicas, refere a Reuters. O valor da Crest Nicholson Holdings, focada em Londres e nas áreas circundantes da capital, recuou 31% desde o referendo, enquanto a Taylor Wimpey caiu cerca de 15%.

 

Retalhistas

A redução dos gastos dos consumidores devido às incertezas económicas que poderiam advir de um Brexit sem acordo teve um impacto negativo das retalhistas. Segundo a Reuters, o FTSE 350 General Retailers Index recuou 20% desde o referendo. Com a confiança dos empresários e consumidores restaurada, as retalhistas podem agora ver os seus ganhos aumentar.


Utilities

Um Brexit descontrolado poderia aumentar as hipóteses de o partido trabalhista ganhar as próximas eleições, algo que os investidores das utilities temem fortemente, já que Jeremy Corbyn pretende nacionalizar parte das empresas de energia e água, bem como os serviços ferroviários e postais.


Quem perde:

Exportadoras

Os ganhos que a libra deverá registar poderão impactar negativamente as empresas que exportam para os EUA, já que têm beneficiado da depreciação da libra face ao dólar.

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