Triplicou o número de portugueses a negociar criptomoedas em 2020. Negociações ultrapassam os 8,7 milhões de euros

Os principais investidores portugueses têm entre 25 e 34 anos. Gastaram, em média, 760 euros a comprar Bitcoin (a moeda mais popular) e ganharam, em média, 930 euros a vender.

A compra e venda de criptomoedas subiu 60% entre março e maio de 2020, quando comparado com igual período do ano anterior, segundo apurou a Revolut, plataforma financeira com mais de 12 milhões de utilizadores em todo a Europa e Reino Unido, que viu disparar a negociação de criptomoedas junto dos seus cerca de 500 mil utilizadores em Portugal.

A plataforma avança ainda que o número de utilizadores a negociar criptomoedas mais que triplicou em 2020, com os valores totais negociados a refletir esta trajetória ascendente, ultrapassando os 8,7 milhões de euros só nos últimos meses, numa subida cinco vezes superior.

A Revolut incluiu a negociação de criptomoedas no seu produto em 2017, possibilitando a compra e venda de Bitcoin, Litecoin ou Ethereum. Hoje em dia suporta ainda XRP (Ripple) e Bitcoin Cash. Com a introdução do suporte às criptomoedas, a Revolut tinha como objetivo facilitar o investimento e as transações destes ativos que se popularizaram depois da crise financeira global de 2008.

Em abril, passou a disponibilizar ainda a exposição a estas moedas virtuais aos clientes Standard, além dos subscritores de planos pagos – Premium e Metal -, devido ao choque económico provocado pela pandemia covid-19, como resposta à flexibilização quantitativa e desvalorização das moedas.

A que portugueses interessam as criptomoedas e quanto investem?

Os principais investidores portugueses têm entre 25 e 34 anos. Gastaram, em média, 760 euros a comprar Bitcoin (a moeda mais popular) e ganharam, em média, 930 euros a vender. O valor negociado entre março e maio de 2020 disparou mais de 80% face ao período homólogo de 2019.

Registou-se ainda um aumento do número de utilizadores de criptomoedas em Portugal (mais que triplicou). Só neste período, subiu mais de 67% o número de utilizadores a negociar criptomoedas em Portugal. A escolha dos utilizadores a negociar criptomoedas neste período dividiu-se por 51,2% em Bitcoin, 15,3% em Ethereum, 15,2% em XRP, 9,2% em Litecoin e 9% em Bitcoin Cash.

Os dias 9 de março e 4 de maio assinalaram dois picos na procura por Bitcoin, com quase 2 mil utilizadores a lançar ordens de compra. Já nesse mesmo dia do mês de maio, mais de 1.100 utilizadores portugueses emitiram também ordens de venda. Estas movimentações antecederam o evento de 11 de maio, e que prevê a redução para metade da emissão regular de novas Bitcoins. O fenómeno conhecido por ‘halving’ não acontecia desde 2016 e tem como objetivo reduzir a velocidade de emissão de novas unidades da moeda.

Embora as tendências no comércio de criptomoedas tenham sido replicadas amplamente em toda a Europa, os dados da Revolut destacaram que os britânicos negociam em volumes e valores por negociação consideravelmente mais altos em comparação com os europeus.

Entre a semana que começou a 16 de março e a semana que começou a 18 de maio, os utilizadores do Reino Unido compraram uma média de 399 libras por semana em criptomoeda, enquanto na Europa como um todo, os valores foram de cerca de 280 libras – ou seja, menos cerca de 30%. No Reino Unido, a transação média para a compra de cripto foi de 231£ durante o lockdown, um valor que caiu 27%, para 168 libras em toda a Europa.

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